segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Capitulo II

Capitulo II
Como criticar e não ser odiado.

Vejamos essa passagem: Certa vez Charles Schwab passeava por uma de suas fundições de aço, quando viu alguns dos seus operários fumando. Exatamente sobre suas cabeças havia um aviso que dizia “Proibido Fumar”. Apontou Schwab para o aviso e disse: “Não sabem ler?” Oh, não! Um outro faria isto, mas não Schwab. Dirigiu-se aos homens, deu um charuto a cada um deles e disse: “Eu gostaria rapazes, que vocês fossem fumar estes charutos do lado de fora”. Os empregados compreenderam que Schwab os havia visto infringindo o regulamento e ficaram estimados porque não dissera nada sobre a falta, dera-lhes um pequeno presente e fizera com que todos se sentissem importantes.
A simples mudança de uma palavra de três letras pode sempre indicar a diferença entre o fracasso e o sucesso quando se tentar mudar uma pessoa sem ofender ou despertar ressentimento. Muitos começam suas criticas com um elogio sincero seguido pela palavra “mas” e terminado com uma afirmação critica. Para dar um exemplo, ao desinteresse de uma criança pelos estudos, poderíamos dizer: “Sentimos orgulho de você, Joãozinho, por ter aumentado suas notas nesse período letivo, MAS, se tivesse pegado firme em álgebra, os resultados teriam sido bem melhores”.
Nesse caso, Joãozinho poderia se sentir estimulado se não estivesse escutado a palavra “mas”. Seria lógico se ele questionasse a sinceridade do elogio anterior. Para ele, o elogio parecia ser uma técnica que levava à inferência critica do fracasso. A confiança seria distorcida, e provavelmente, não atingiríamos nossos objetivos de mudar a atitude de Joãozinho para com seus estudos. Isto poderia ser facilmente superado mudando a palavra “mas” por “e”. “Sentimos orgulho de você, Joãozinho, por ter aumentado suas notas nesse período letivo “e” se der continuidade aos mesmos esforços no próximo ano, sua nota em álgebra poderá subir como as outras”.
Desse modo, Joãozinho poderia aceitar um elogio, porque a seguir não lhe apontariam nenhum fracasso. Teríamos chamado a atenção indiretamente para o comportamento que gostaríamos de ver mudado e, provavelmente, ele passaria a viver segundo as nossas expectativas.
Chamar indiretamente a atenção para os erros cometidos surte um efeito maravilhoso em pessoas sensíveis, capazes de se ressentirem com a crítica direta.

Principio II
Chame indiretamente a atenção sobre os erros alheios.

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